segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O RS Perde José Cláudio Machado

Um dos grandes nomes da música regionalista, José Claudio Machado, morreu nesta segunda-feira. Natural de Tapes, o cantor e compositor tinha 63 anos e estava internado no Hospital Mãe de Deus há seis meses para tratar de um enfisema pulmonar. Segundo o amigo e companheiro de composições Mauro Moraes, assim que o corpo for liberado, o velório será na Câmara de Vereadores de Guaíba, onde ele viveu seus últimos anos. O enterro ocorre na terça às 11h na mesma cidade.

Machado foi o grande vencedor da Califórnia da Canção Nativa em sua segunda edição, em 1972, época de ouro do grande festival de Uruguaiana que hoje é considerado patrimônio cultural do Rio Grande do Sul. A canção Pedro Guará, que lhe deu a Calhandra de Ouro, foi composta em parceria com Cláudio Boeira Garcia e se tornou uma das mais conhecidas de seu vasto repertório – ela deu título a um de seus álbuns mais conhecidos, gravado em 1990.

O músico também ficou conhecido por interpretações como a de Pelos, Milonga Abaixo de Mau Tempo e Campesino e pelas duas passagens pelo grupo Os Serranos, a última na segunda metade dos anos 1980, quando gravou o disco Isto É Os Serranos. Machado também tocou com Os Tapes, Bebeto Alves, Luiz Marenco e Mauro Moraes e gravou 14 CDs, o último deles Os Melhores Sucessos de José Claudio Machado, de 2007.

Foi um dos idealizadores do Parque da Harmonia, hoje identificado como reduto dos tradicionalistas, sobretudo no período que antecede o dia 20 de setembro.

– “Aquilo ali era primeiro um aterro, nós íamos fazer churrasco, passar o dia, jogar bocha. Um dia saiu um acampamento. E, quando se viu, era um parque – declarou, em uma de suas últimas entrevistas”.

Fonte: Jornal Zero Hora 12/12/2011


Afinal, o que se comemora no dia 31 de dezembro?

Afinal, o que se comemora no dia 31 de dezembro? A chegada do Ano Novo ou a despedida de um ano que foi repleto de felicidade, amor e prosperidade? Todos os anos é a mesma coisa: "Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer; muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender". Quem teve todos esses desejos realizados deve, sim, despedir-se do ano de forma ruidosa e alegre, comemorar muito! Mas, e quem passou o ano, tão cantado e decantado, da mesmíssima maneira do ano anterior ou até pior? Não importa a resposta. Todas as pessoas têm seus motivos para festejar ou não, para se recolherem neste dia em meditação ou para pular como loucas as sete ondinhas e tomar um porre com os amigos, seja para comemorar tudo o que teve de bom no ano velho, seja para saudar a chegada da esperança, mas que não sejam incompreendidas aquelas pessoas que preferirão chorar suas penas.

Amor Acorrentado

Às vezes não entendemos como uma pessoa antes amorosa pode se transformar num diabo raivoso com o passar do tempo (mulher = megera e homem = déspota). Fui buscar a explicação nos animais: deixe um mimoso e alegre filhote de cão preso todos os dias numa corrente e dê-lhe comida só de vez em quando. Pior: maltrate-o quando este não lhe obedecer ou ganir pela falta de carinho. Em breve terá um animal raivoso e indisciplinado, que esperará um descuido do seu dono para atacá-lo.

Assim é o amor entre duas pessoas. Quando nasce é como se fosse um filhote alegre e brincalhão, cheio de afeto por quem cuidar dele e alimentar. Todavia, se for acorrentado e maltratado, quando tornar-se um cão adulto em nada lembrará a coisinha fofa de antes, mas uma besta pronta para odiar ou um animal triste e amedrontado. Depois, é aquela famosa frase: "Tu não eras assim quando te conheci". E, tal como um cão que já não serve para alegrar a vida de ninguém, acontece o abandono.



domingo, 11 de dezembro de 2011

Para sempre seu amigo - Cão espera por dono que morreu há quatro meses

Uma demonstração de fidelidade comove direção, funcionários, pacientes e visitantes do Hospital de Caridade de São Pedro do Sul, cidade localizada na região Central do Rio Grande do Sul. Desde que seu dono morreu, há quatro meses, um cão transformou o pátio do estabelecimento de saúde em sua nova moradia.

A enfermeira Nair Matias conta que tudo teve início em agosto, quando a ambulância do SAMU foi deslocada até a Rua Coronel Scherer para socorrer um homem idoso que morava sozinho e passava mal. O cachorro do paciente seguiu o veículo até o hospital e nunca mais deixou o local. Na opinião da enfermeira, o cão ainda imagina que seu dono permanece hospitalizado.

No hospital, ele tem o carinho dos funcionários, bem como dos profissionais do SAMU, dos quais se tornou uma mascote e até recebeu um nome carinhoso, Samuka. Segundo a recepcionista Eloir Cristina Rodrigues, os familiares do dono do cão já tentaram várias vezes levar o bichinho para casa, mas ele volta sempre que surge oportunidade.
Eloir acredita, no entanto, que Samuka está muito triste. Ela explica que o animal se alimenta pouco e vem perdendo suas forças. Ontem foi preciso chamar um veterinário, que examinou o animal e receitou um fortificante.

O caso lembra o filme “Sempre ao Seu Lado”, com Richard Gere, baseado na história japonesa de um cão que costumava esperar seu dono todos os dias na estação ferroviária. Depois que o personagem de Gere morreu, o animal permaneceu em frente à estação até morrer.



Crédito: Franciele Volpatto/Especial/ Correio do Povo (11/12/2011)

A Foto do Ano?!

Ultimamente tenho visto darem ênfase a uma foto em preto e branco da Dilma Rousseff diante de dois juízes militares. Para mim, tal foto nada tem comovente e nem me estufa o peito de orgulho da nossa Presidenta. Ela está bem viva e usufruindo de todos os privilégios e indenizações por ter sido uma ex-guerrilheira. Por que não mostram, também, as fotos do jornalista Régis de Carvalho, do almirante reformado Nelson Gomes Fernandes, atingidos pela explosão de uma bomba cujo alvo era o presidente Costa e Silva, em junho/1966, no aeroporto de Guararapes (PE); do capitão Charles Rodney Chandler (1968), do soldado Mário Kozel Filho (1968) e do tenente Alberto Mendes Jr. (1970), todos mortos pelo grupo guerrilheiro do qual fazia parte Dilma Rousseff, ou "Estela", "Vanda", "Patrícia", "Luíza"', e sabe-se lá quantos mais codinomes ela costumava usar? Será que as famílias desses mortos também tiveram direito a reparações financeiras?
Dilma deveria ter escondido o rosto, como fizeram os dois juízes. Ter-nos-ia poupado da visão do seu olhar maldoso, repleto de ódio.