quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Reflexão para 3 de outubro, por Luiz Fernando Oderich

Os próximos deputados federais e senadores mudarão as leis penais. Seu candidato pende para que lado - da sociedade, das vítimas e seus familiares ou dará mais regalias aos bandidos? Em 8 de março de 2006, liderados por Cleyde Prado Maya, fundadora do movimento Gabriela Sou da Paz, um grupo de familiares de vítimas de assassinato, de todo o Brasil, foi a Brasília levar um projeto de Emenda Popular. (Gabriela, filha única de Cleyde, fora vítima de bala perdida, em março de 2003, na estação São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro, quando ficou no meio do fogo cruzado entre a polícia e os bandidos).
A Emenda propunha mudanças na legislação penal. Fora um trabalho árduo conseguir 1.300.000 adesões, em pelo menos cinco estados brasileiros, apenas com os recursos de pessoas de classe média. No Rio Grande do Sul, a Brasil Sem Grades liderou o movimento. Nas campanhas eleitorais, fala-se muito em participação popular, em democracia direta e do poder que emana do povo. O projeto de Emenda Popular, nesses quatro anos, ainda não foi à votação, embora, quando fomos recebidos pelo então presidente do Senado, Renan Calheiros, na frente das câmeras de TV, ele prometesse que o projeto iria à votação em um calendário especialíssimo.
Para votar as propostas vindas da sociedade, não houve tempo, mas sobrou para que um projeto de novo Código de Processo Penal fosse criado e aprovado, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Você poderia imaginar que seria para dar mais celeridade ao processo, menos impunidade, mas veja o que temos a nossa frente - dificulta ainda mais o trabalho do Ministério Público e da Polícia. Amplia a proteção ao réu. É isso que a sociedade deseja? É isso que você deseja de seu congressista? Pare, analise, pense cuidadosamente em quem você irá votar nestas eleições, principalmente para a Câmara Federal e para o Senado. Nós não queremos voltar ao tempo das masmorras e da justiça com as próprias mãos. Nós queremos uma legislação penal justa, rápida, eficaz, que valorize o trabalho daqueles que defendem a sociedade, que são as forças policiais e o Ministério Público, que agem em nosso nome. Que se permita, sim, o amplo direito de defesa, mas impeça as manobras protelatórias, as chicanas jurídicas e enfraqueça as provas apresentadas.
Nós queremos uma coisa muito simples, que não existe hoje. "Que a Justiça seja Feita". Assista ao vídeo da campanha Justiça Seja Feita no link http://www.youtube.com/brasilsemgrades07#p/a/u/1/qJZSbm0dXVk .

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O que as histórias em quadrinhos ensinam aos homens


Os homens fazem de tudo na luta incessante para desvendar o intricado, complexo e exasperante universo feminino. E nessa busca desenfreada, para não enlouquecerem, buscam alternativas um tanto insólitas para compreenderem o funcionamento da mente de uma mulher, como, por exemplo, espelhar-se nas atitudes dos super-heróis das histórias em quadrinhos. O problema é que eles se espelham nos heróis quando estes estão em estado normal, comum e debiloide (Peter Parker é um imbecil quando não está transformado no Homem - Aranha).
Bem, não custa nada você fingir que eles são realmente super-heróis e agir inteligentemente como as heroínas das HQ, ou seja, dar muito trabalho a eles. Só não vale atitudes arriscadas como: saltar de prédios altíssimos, entrar em jaulas de leões ou adentrar nos antros de vilões. Eles não vão salvá-la, creia. Afinal, sabemos que eles correm até de baratas voadoras e de mulheres com TPM.
Leiam esse artigo do João Baldi Jr, postado no blog "Papo de Homem" - voltado para eles, claro -, e teçam as próprias considerações. Está comprovado que eles se deleitam com as heroínas - Lois Lane (Super-Homem), Peggy Carter (Capitão América) e Mary Jane (Homem-Aranha) - talvez porque elas se contentem facilmente com uma farsa enquanto sonham com os verdadeiros heróis. Nada mais real, seja nas HQ ou no cotidiano feminino. Ah, já ia esquecendo das vilãs....Nessas, eles só dão porrada. Somente porrada, nada mais do que isso. E levam também.
 
5 coisas que os quadrinhos me ensinaram sobre as mulheres - Por João Baldi Jr., jornalista carioca.


Uma das grandes febres hoje em dia envolve transpor lições de um ambiente para outro. Sun Tzu ensina gestão para executivos, o voo dos patos nos ensina a conviver em grupo, Jesus dá lições de psicologia, ratos e queijos nos fazem seguir nossos objetivos e ao que parece temos muito a aprender sobre nossa vida adulta com histórias que envolvem cachorrinhos que morrem ("here’s looking at you, Marley") e outros animais, metáforas ou comparações, seja no campo do trabalho ou na área pessoal.
Porém uma área com um imenso potencial ainda tem sido pouco ou quase nada explorada: a dos quadrinhos de super-heróis e suas profundas lições sobre o gênero feminino.
Sim, exatamente isso. Ainda que visto por alguns como um nicho totalmente nerd da cultura pop, os quadrinhos de super-heróis oferecem, numa análise mais aprofundada, valiosos insights sobre como lidar com as mulheres através dos brilhantes exemplos que personagens clássicos como Super-Homem (casado com a linda repórter Lois Lane), Homem-Aranha (atualmente separado da espetacular modelo Mary-Jane Watson), Homem de Ferro (nunca casado, mas sempre bem acompanhado) ou mesmo Batman. Ok, talvez não o Batman…
Mas na média os super-heróis (exceto o Batman, como eu disse), estão sempre envolvidos com lindas mulheres, loucamente apaixonadas por eles. Mas como eles conseguem isso?
Aqui vão as cinco principais lições que estes homens superpoderosos tem a nos ensinar.


1. Seja tímido. Muito tímido. Estupidamente tímido.


Mulheres adoram homens tímidos. Peter Parker? Tímido. Clark Kent? Muito tímido. Scott Summers? Bem, digamos que existe uma razão pra ele só namorar mulheres que lêem mentes.
Mas não basta ser tímido, amigo, precisa ser muito tímido, naquele nível incapaz de articular frases muito coerentes, com dificuldades para manter a concentração diante de uma mulher e totalmente desprovido da habilidade de tomar qualquer tipo de iniciativa a não ser balbuciar coisas desconexas ou olhar para o nada.
Eu sei, eu sei, explicando assim não parece fazer muito sentido, mas quando aquela ruiva estonteante estiver na sua porta dizendo algo como "Face it, tiger, you just hit the jackpot" você vai me agradecer.


2. Suma sem dizer porque e finja que está tudo bem.


Nada impressiona mais uma mulher do que a sua capacidade de sumir durante períodos prolongados de tempo sem dar a ela nenhuma informação sobre a razão do sumiço, o seu paradeiro ou mesmo quando você vai voltar. Clark Kent sumia frequentemente sem dar nenhuma explicação e ficava tudo bem, Bruce Banner sumia durante várias noites e o relacionamento estava ok, Hal Jordan simplesmente ia pra outro planeta durante meses e era até charmoso.
Apenas sugiro que não siga o exemplo um pouco mais hardcore do Capitão América, que ficou preso num cubo de gelo durante 40 anos, porque a sua garota pode ter… não sei… morrido nesse meio tempo.


3. Tenha segredos inexplicáveis.

O conceito de sinceridade num relacionamento é algo total e completamente superestimado, como qualquer boa história de super-herói pode demonstrar. Garotas gostam de mistério, como diz aquela música do The Cribs, e quanto mais segredos, mentiras, histórias absurdas e coisas do tipo você puder ir empilhando entre vocês dois, maiores as chances de tudo dar certo.
Uma vida dupla, pais que você nunca apresenta, um emprego de fachada e aquele órfão do circo que mora na sua casa, tudo isso só serve pra apimentar a relação e torná-lo fascinante e misterioso. Se duvidar procure por "Batman" na Wikipédia.


4. Seja sempre vago em relação ao seu passado.


Ainda na linha do mistério, é sempre importante que tudo em relação ao seu passado seja absurdamente misterioso, seja pela razão que for.
Não, não falo apenas de não comentar sobre ex-namoradas ou evitar mencionar aquele problema com a polícia no Baixo Gávea, falo em termos de não contar qual é seu sobrenome, nunca citar nada que se passou na sua infância, oferecer dados desencontrados sobre sua vida ("Eu fiz parte da resistência francesa… mas não quero falar disso") e depois dizer que tudo isso tem a ver com implantes de memória, lavagem cerebral e aquele período no exército canadense.
Pode ser um pouco mais fácil se você parecer com o Hugh Jackman, claro.


5. Mulheres gostam de viver perigosamente.


Esqueça ideias machistas como conforto, tranquilidade ou rotina. Os quadrinhos nos ensinam que as mulheres gostam, na verdade, de fortes emoções, altos níveis de adrenalina, e possivelmente de ter sua vida colocada em risco com a maior frequência possível.
Pense em como a Lois Lane está sempre caindo do alto de prédios, ficando na mira de armas, sendo sequestrada por terroristas, aparecendo dentro da jaula de leões e sendo levada por civilizações alienígenas. Note se não existe aí um certo gosto pelo perigo. E claro que culpar o fato de que ela namora com o Super-Homem por isso tudo seria apenas mais uma atitude machista da nossa parte.

 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Brasil Sem Grades lançou campanha Justiça Seja Feita!


A ONG, presidida por Luiz Fernando Oderich, realizou no dia 23 de setembro, em Porto Alegre, o Fórum Justiça Seja Feita, que teve como temática o novo Código de Processo Penal.

A ONG Brasil Sem Grades lançou a campanha Justiça Seja Feita no dia 23 de setembro, durante Fórum que teve como tema o novo Código de Processo Penal. O evento aconteceu no Ritter Hotéis (Largo Vespasiano J. Veppo, 55), em Porto Alegre. Na ocasião, foi lançado o vídeo da campanha, desenvolvida pela agência Competence, com a participação de pais, mães e filhos - cujos familiares foram vitimados pela violência e os criminosos continuam  impunes. Os participantes do evento foram o presidente da BSG, Luiz Fernando Oderich; o promotor de Justiça, Mauro Fonseca  Andrade e o deputado federal Osmar Terra.

A ideia do Fórum foi de chamar a atenção da sociedade para falhas existentes no novo CPP. “Os retrocessos são muitos, mas os dois pontos cruciais são o juiz das garantias e o juiz-defensor. Diz o novo código que, se o juiz atua na fase da investigação, ele não pode atuar na fase do processo, por isso, ele cria o juiz das garantias para atuar durante a investigação. O problema é que, para cada fato, serão necessários dois juízes. É uma burocratização. Se tornará um grande problema nas cidades pequenas, onde só há um juiz e resultará em mais demora. Em relação ao segundo, o novo texto diz que, se o juiz quiser alguma prova que nem a acusação nem a defesa apresentaram, ele só pode pedi-la se for a favor do réu, nunca em favor do Ministério Público. Isso é um absurdo e uma injustiça”, enfatizou Luiz Fernando Oderich.

O evento teve a presença de parceiros da entidade e pessoas ligadas aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. “É necessário discutir e analisar profundamente este novo Código, pois chega de impunidade no Brasil, onde os criminosos estão soltos e a sociedade, literalmente, atrás das grades das suas residências”, ressalta Oderich. Mais informações pelo telefone (51) 3333.7070 ou www.brasilsemgrades.org.br.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Justiça Seja Feita



O Congresso Nacional está prestes a aprovar uma reforma do atual Código do Processo Penal que consegue PIORAR a situação presente! Membros do Ministério Público do RS e voluntários da BSG estão preparando uma proposta alternativa a ser levada a Brasília como EMENDA POPULAR.
Para tanto, necessitaremos coletar assinaturas de 1% dos eleitores (cerca de 1.300.000 pessoas), de cinco diferentes Estados. Imaginamos que nosso projeto esteja pronto para colher assinaturas em julho de 2011. Quando a proposta estiver pronta, precisaremos de sua participação para arrecadar subscrições. Caso esteja disposto a nos ajudar, deixe os seus dados para entrarmos em contato posteriormente.

Assista ao vídeo da campanha



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Uma Voz no Vento

Ainda podemos adormecer as palavras que ficaram demasiado perto do silêncio. Esconde o medo e vê como é imenso tudo o que não te disse.