domingo, 18 de dezembro de 2011

Animais, Cuidado Com o Homem

Tenho lido algumas críticas referentes ao caso da enfermeira maldita de pessoas que não entendem como a morte de um cãozinho pode gerar tanta comoção em vista de tantos maus tratos envolvendo pessoas. A pergunta é: por que dar tanta importância à morte de um bicho?

Essas pessoas que criticam ou estão no mesmo nível da enfermeira psicótica, ou nada entendem da natureza humana, imbuídas que estão de suas dores pessoais (pessoas assim permitem que seus próprios sofrimentos sobrepujem sempre suas melhores intenções).
Algumas pessoas respondem que a causa pode ser a perda de confiança no homem, por isso se voltam aos animais; outras, porque cuidar da vida dos bichos é uma maneira de não cuidar da própria vida.

Na minha opinião, podem existir todos os motivos possíveis, pois cada um reage de acordo com suas defesas, e ninguém merece ser tripudiado por causa disso. Se há quem defenda crianças; se há quem defenda idosos; se há quem defenda pessoas em situação de risco, também há quem defenda a natureza e os bichos. É assim que o mundo se mantém em equilíbrio.

Choramos a morte de um animal que foi duramente espancado porque sabemos que isso significa que a raça humana está perdendo, em ritmo assustador, a civilidade, o sentido de bondade e generosidade, uma vez que, em vez de evoluir, regride cada vez mais.

Vou reclamar, bradar, clamar por justiça, sim, mesmo que saiba que um inseto tenha tido suas asas arrancadas por maldade ou que um golfinho tenha sido abatido. Por que brigaria por aqueles que podem defender a si mesmos dos outros? Melhor ser considerada idiota por causa de um animal indefeso do que formar fila com aqueles pobres de espírito que defendem políticos corruptos ou a liberdade de poder andar nu em praias públicas.

Enfim, minha resposta para a pergunta dos críticos de plantão seria esta:
Não choramos a morte de um simples cão: choramos a decadência da raça humana.


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