quinta-feira, 14 de julho de 2011

Uma Boa Estratégia





Durante a Idade dos Reinos Guerreiros, vivia na China um general estrategista e filósofo chamado Sun-Tzu. Ele nasceu em 544 a. C. e foi o autor da obra A Arte da Guerra, composta por 13 capítulos de estratégias militares.

Os reis daquela época disputavam a honra de conservar nas suas cortes o mestre guerreiro, para ouvir seus sábios ensinamentos de como conduzir um exército à vitória.

Certo dia, Sun-Tzu chegou à corte do Rei Wu e ali foi honrado com uma grande festa. Durante o banquete, o rei pediu ao ilustre hóspede que lhe desse um exemplo concreto de sua maravilhosa tática de guerra. E Sun-Tzu respondeu:

- “Irei explicar minha teoria de emprego dos exércitos usando simbolicamente cavalos. Tomai, ó Rei, três dos melhores cavalos da real cavalariça, enquanto eu escolherei outros três. Os vossos cavalos medirão forças com os meus cavalos, de cada vez um contra um, em três corridas sucessivas”.

Assim foi feito e o Rei, como era natural, mandou que corresse primeiro o melhor cavalo dos três que havia escolhido. Mas Sun-Tzu usou, nesta carreira, o mais fraco dos seus cavalos, perdendo, assim, intencionalmente, a primeira corrida para o Rei.

Na segunda corrida, o Rei, já tendo usado seu melhor cavalo, mandou que corresse outro, que era ligeiramente inferior ao primeiro. Desta vez, Sun-Tzu fez correr seu mais rápido corcel e ganhou facilmente a segunda carreira das três em disputa.

Chegou a vez da terceira e última corrida. O Rei, nervoso, só tinha o mais fraco de seus cavalos para a carreira, enquanto Sun-Tzu havia astuciosamente reservado o cavalo ligeiramente inferior ao seu melhor. E a terceira corrida foi ganha outra vez pelo filósofo guerreiro.

Desse modo, das três carreiras disputadas, Sun-Tzu havia ganho duas, incluindo aquela que, nas guerras, é sempre a mais importante: a última.

Sorrindo, ele concluiu para o seu real hospedeiro:

- “Ó Rei, nas três corridas que acabamos de disputar, encontrareis a estratégia do melhor emprego de vossos exércitos!”.


“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo e nem a si mesmo, perderá todas as batalhas”. (Sun-Tzu)


“A habilidade de alcançar a vitória mudando e adaptando-se de acordo com o inimigo é chamada de genialidade”. (Sun-Tzu)


“A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar”. (Sun-Tzu)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Palavras Difíceis

Tenho sempre um dicionário por perto quando estou lendo algum livro. É um prazer cada vez que encontro um adjetivo ou palavra cujo significado foge-me à memória ou é desconhecida. Caso não tenha o dicionário por perto, anoto a palavra num bloco para depois pesquisá-la na web. Infelizmente, o Google está tornando os dicionários um tanto obsoletos.

Sempre gostei de ler autores eruditos e complexos. Leitura fácil é para aquelas pessoas que se importam mais com o enredo, e este tem de ser repleto de ação ou de significados de autoajuda. Leituras fáceis também costumam ser rápidas. Quanto mais dinâmica e de fácil interpretação, melhor. No meu caso, a intenção é interpretar o autor. Mesmo que me digam o contrário, creio que todo autor coloca um pouco de sua essência na obra que escreve, mesmo que se trate de uma ficção.

Meu bloco de anotações já está velho e gasto, e duvido que sirva para a posteridade. Num mundo que está se tornando cada vez mais veloz, creio que em breve os livros de papel deixarão de existir, bem como os dicionários.

E antes que eu o aposente, vou transcrever algumas palavras “difíceis” que anotei ao longo do tempo. É claro que expressões eruditas estão em desuso, e quem as costuma usar sofre preconceito por parte dos não tão cultos. Pessoas que se expressam corretamente ou que se utilizam de expressões consideradas arcaicas, são taxadas de exibicionistas, arrogantes e, pasmem, de burras. Incrível é que para esse tipo de preconceito não existe defesa; tem-se de aguentar no osso e continuar com o prazer de aprimorar o vocabulário ou falar de maneira errada para não causar suscetibilidades alheias. Cada um que faça sua opção. Eu vou optar sempre por um português correto e rico, mesmo que não utilize palavras tão difíceis, apesar de adorá-las.

Ajoujar – unir, ligar;
Alogia – pobreza de discurso, manifesta-se por respostas breves e lacônicas;
Apodo – zombaria, mofa;
Azáfama – pressa, urgência, trabalho muito ativo;
Báratro – inferno, sorvedouro;
Barbacãs – muros muito avançados;
Deprecando – pedindo (com submissão);
Dilúculo - crepúsculo matutino, alvorada;
Dislate – asneira;
Doestos – acusações desonrosas;
Édulo – bom para comer, comestível;
Encomiástica – elogiosa;
Ensanchas – sobejos, sobras;
Estafermo – espantalho, pessoa feia e sem graça;
Estrênua – corajosa, valente, zelosa;
Exorna – enfeita, ornamenta, orla;
Fescenina – obscena, licenciosa;
Filogínico ou filógino – que ou aquele que tem inclinação para as mulheres;
Galimatias – discurso enredado e confuso;
Garridice - requinte excessivo no vestir;
Garganeiro – o que tem inveja de tudo o que se dá aos outros;
Laparoto - astucioso, boçal;
Madragoa – mulher ordinária, desalinhada, extravagante;
Patibular - figura de aspecto criminoso;
Patarateiro – pateta, tolo, parvajola;
Precito -  réprobo, condenado, maldito;
Prolegômenos – coisas que se dizem antes, preliminares;
Pulcro – gentil, belo, formoso;
Remoques – insinuações maliciosas, zombaria;
Rútila – resplandecente, muito brilhante;
Sátrapa -  déspota, tirano, dominador;
Sofomania – presunção de saber muito;
Suasório – persuasivo;
Tálamo – leito conjugal;
Tugúrio – cabana, refúgio, abrigo;
Valetudinário – sujeito de compleição fraca, doentia,
Xisgraviz – intruso, inoportuno.

Obs.: Quem gostava de brigar com seus desafetos usando palavras difíceis e português arcaico era Rui Barbosa. Quando o oponente não estava à sua altura, na maioria das vezes pensava tratar-se de elogios. E Rui Barbosa vencia a discussão sem precisar ter razão.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

É Preciso Seguir o Exemplo dos Jovens

Ele é pouco mais que um menino, mas já demonstra que será um grande homem; isto é, caso a maturidade não o estrague e não o faça perder muitas coisas importantes pelo caminho. Torço para que ele seja diferente da maioria madura que tenho visto por aí.

Há uma ideia errônea que a maturidade nos faz mais sábios. Não sei de onde tiraram que ser mais cauteloso e racional é sinal de sabedoria. Talvez até seja, uma vez que, maduros, já não queremos mais cometer os mesmos erros de antigamente e já deixamos o histerismo que muitas vezes permeia a juventude para trás. Mas por que a maturidade nos faz querer ter de volta o mesmo encantamento que tínhamos quando jovens?

Meu estagiário é pouco mais que um menino, mas foi capaz de ficar dois meses pensando no presente que daria para a namorada no dia dos namorados. Ajudei-o, mostrando-lhe encartes de jornal ou dando sugestões. Deixei-me levar por algo que não estou mais acostumada a ver. A maioria dos homens maduros não liga mais para datas especiais. No máximo, dá dinheiro para a namorada e diz: “procura algo que queira”. Não tem mais tempo para perder com futilidades.

Lembro-me do dia em que ele foi buscá-la no aeroporto. Pediu para sair mais cedo “porque tinha de buscar o seu amor”. No alto da minha maturidade, há anos que não vejo nenhum maduro dizer isso para sua esposa ou namorada. No máximo, são resmungos por ela precisar dele.

E no aniversário da menina, então? Com seu pequeno salário de estagiário fez o sacrifício de comprar um lindo casaco para ela. Mostrou-me tão feliz o presente que daria a ela, que pensei: “Deus permita à menina valorizar todo o tempo que seu namorado perdeu para encontrar algo que talvez a agradasse, e não agradando, que ela valorize o sacrifício que ele fez”.

´”Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez a rosa tornar-se tão importante” – disse a raposa para o pequeno príncipe na fábula de Saint Exupéry. E também que: “Tu te tornas responsável por tudo o que cativas”.

E a raposa diz mais:

-“A gente só conhece bem o que cativou. Os homens não têm mais tempo para conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se queres um amigo, cativa-me!”.
Quando jovens, pensamos ter todo o tempo do mundo, e parece que o tempo não passa nunca. Perdemos tempo escrevendo poemas para ofertar à pessoa amada, pequenas surpresas para agradá-la, e nem nos preocupamos com custo-benefício. Se um bichinho de pelúcia é tudo o que podemos dar, certamente que o nosso coração irá com ele.

Hoje em dia, dói-me saber que muitas garotas procuram homens bem mais velhos para poderem usufruir de presentes caros. Por que pular etapas e já querer ir direto ao desencantamento da maturidade? Por que um coração é menos importante que o desapontamento? Mal sabem elas que muitos homens maduros procuram nelas o que já não possuem em si mesmos.

Todos os dias ouço pessoas maduras como eu, casadas ou não, reclamarem que precisam de encantamento em suas vidas. Para muitas, encantamento significa sentir paixão por alguém. Creio que são justamente as pessoas que não têm mais tempo para cuidar das suas “rosas” que se queixam disso, que não querem mais fazer qualquer tipo de sacrifício, por mínimo que seja, para cativar o que buscam com tanto afã.  

E ser maduro é isso? É esquecer que cativar significa transformar a vida de alguém em raios de sol num dia de domingo?

Se tu me cativas, minha vida será cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus passos me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo é dourado, fará com que me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...” – disse a raposa ao pequeno príncipe.

Desculpem-me, mas nem todas as pessoas sabem amadurecer. É preciso seguir o exemplo dos jovens e não o contrário.  Sábio é aquele que aprendeu mais com os acertos da juventude e não somente com os erros. Não é com os erros que se aprende, aprendi com o meu jovem estagiário, mas com o que fizemos de bom e não esperando nada em troca.

Que observemos mais o comportamento desta nova geração. Que voltemos à leitura do “Pequeno Príncipe”, se for preciso. Não é preciso buscar em novos relacionamentos o encantamento que não encontramos mais. Basta que resgatemos o (a) jovem que fomos um dia e entendermos que:

Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim, e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam pode ser achado numa rosa só”.
 Mas isso só acontece com quem tem tempo e paciência para cuidar de única rosa como se fosse a mais importante de todas.

Voltando à história do pequeno príncipe e da raposa, eis como termina:
Tendo cativado a raposa, chegou a hora da partida:

- “Ah, eu vou chorar” – disse a raposa.
- “A culpa é tua” – disse o principezinho – “Eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse”.
- “Quis” – disse a raposa.
- “Mas tu vais chorar” – disse ele.
- “Vou” – disse a raposa.
- “Então, não terás ganho nada!”
- “Terei, sim” – disse a raposa – “por causa do trigo”. E, acrescentando:
- “Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz”.

Encantamento também é isso: saber que aquela pessoa que nos cativou, mesmo tendo de ir embora, sempre retornará para o nosso lado, desde que também a tenhamos cativado.

Obs.: Foi observando o quanto meu jovem estagiário cuida da sua rosa que aprendi que nós, maduros, não podemos servir de exemplo aos mais jovens. Quando chegamos numa certa idade, tudo o que queremos é ser iguaizinhos ao que fomos outrora. E a maioria de nós não consegue.
O que hoje eles sabem, a maioria dos “maduros” não pode mais fazer – parafraseando um velho ditado, mas somente aqueles que ainda acham que encantamento tem de vir de fora para dentro e não o contrário.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Meu Imaginário

No auge do sucesso da Julia Roberts foram muitas as mulheres que se incomodaram com o histerismo que ela causava nos homens. Comentar sobre a beleza da Julia Roberts na frente das namoradas ou esposas era provocar intermináveis brigas e cenas de ciúmes. As mais espertas procuravam copiar as atitudes da atriz no filme Uma Linda Mulher, para agradar seus parceiros. Lembro-me de uma colega que até imitou a cena em que Julia espera pelo Richard Gere no sofá, vestindo apenas a gravata que daria a ele de presente.

Alguns têm no imaginário a Mulher Melancia; outros, a cantora Sandy. Há quem fantasie com a tenista Maria Shaparova; há quem sonhe com a Camilla Parker, esposa do príncipe Charles. O imaginário de cada um é pessoal demais e nem sempre compreensível para outras pessoas.

Uma coisa é certa: a maioria dos homens e mulheres não gosta de saber que seu parceiro (a) admira a beleza de outra pessoa. É como se fosse uma traição, principalmente quando se está na companhia de quem se gosta muito.

Os homens costumam engolir em seco e geralmente ficam quietos quando a parceira fica horas falando emocionadamente do Richard Gere. Com as mulheres é diferente: se ouvem o “predileto” se desmanchar tecendo loas a determinada mulher – e não precisa ser uma atriz ou modelo – desfila um monte de motivos para que ele mude de ideia em relação à musa: celulite, rugas, olheiras, sobejos de matéria, quadris imensos e um caráter vil. É mais ou menos assim: – “Como você pode achar linda essa mulher?”; “Olha as rugas na cara dela”; “Olha a gordura embaixo dos braços”; “Disseram-me que é uma piranha da pior espécie”- e por aí vai. Bendito o homem que entende essa pequena vilania feminina e resolve ficar “surdo”.

Todavia, ao dizer para um ex-namorado o quanto achava o Javier Bardem lindo, escutei-o dizer: “Como você pode achar esse cara lindo? Olha a cara de sapo que ele tem; olha a cara de bandido, pilantra, as bolsas sob os olhos”.

Pois é, eles também não suportam os nossos “musos”. E por falar em “musos”, vou listar os que fizeram e ainda fazem parte do meu imaginário desde que os vi pela primeira vez na televisão, em filmes ou em algum DVD.

TYRONE POWER


Grande ator de cinema que atuou entre os anos de 30 a 50.  Era tão bonito que as línguas masculinas maledicentes diziam que ele não gostava de mulheres. Faz parte da natureza masculina considerar ginecofóbico (aversão por mulheres) um homem que seja bonito demais, principalmente se ele fizer parte do imaginário da sua mulher.
Pura maldade, pois Tyrone até se casou com uma atriz francesa em 1939 e também teve um caso com a Judy Garland.




RYAN O’NEAL

Não importa que ele tenha ficado velho e gordo. Ryan arrancou suspiros quando atuou no filme Love Story, como Oliver, personagem que lhe valeu uma indicação para o Oscar de melhor ator. Todas as jovens sonhavam com um príncipe como Oliver, inclusive eu. Os traços irregulares do rosto davam-lhe um charme todo especial.


PATRICK SWAYZE

Nunca mais fui a mesma depois que o vi pela primeira vez no filme Ghost – Do Outro Lado da Vida. Os traços faciais irregulares me fizeram lembrar (ou esquecer) do Ryan O’Neal. Ficou sendo o meu fantasma preferido desde então. E foi covardia estar vestido com uma camisa cor de vinho e calça preta o filme inteiro. Parecia um bailarino espanhol. É claro que as más línguas masculinas taxaram-no de ginecofóbico.




SERGEI GRINKOV


Nunca foi astro de cinema. Foi um grande patinador artístico russo, um perfeito campeão! Até hoje vejo e revejo seus vídeos. Por que tão bela criatura, talvez a mais linda que Deus criou até hoje, tinha de morrer tão jovem, aos 28 anos? 
Sergei era romântico, sensual e perfeito até quando patinava no gelo. Lindo da cabeça aos pés. Emocionante só de olhar. Era casado com sua parceira, Ekaterina Gordeeva e amava-a muito. Mesmo assim, ele fazia parte dos meus sonhos. E foi com ele que aprendi a indefectível máxima: é casado, mas não é morto. Minha esperança de tirá-lo da Ekaterina morreu em dezembro de 1995, quando ele sucumbiu devido a um ataque cardíaco.
Sergei Grinkov foi uma das mais perfeitas criações de Deus, e de tão perfeita, não podia mesmo pertencer a este mundo.




HUGO WEAVING

Hugo Weaving é um excelente ator e dublador australiano. Não é tão bonito, muitas diriam que até é feinho, mas para mim ele é o máximo! Não esqueçam que não sou uma mulher normal.
Quem não lembra dele como o elfo Elrond, na trilogia O Senhor dos Anéis? E como o Agente Smith, na trilogia Matrix? Mas foi como o V, personagem culto e misterioso que recitava Shakespeare no filme V for Vendetta que fui conquistada por ele. Em nenhum momento do filme ele mostra seu rosto, usando sempre uma máscara. E por que me apaixonei por ele? Pela voz! A voz do Hugo Weaving é algo indizível, estupendo, maravilhoso! Uma entonação que arrepia, que derrete até o cerebelo. Apaixonei-me por uma voz, esta é a verdade.
Quem quiser confirmar, é Hugo Weaving quem dubla Megatron em Transformers.




RICHARD GERE

Este é o maior exemplo que homem é como vinho: quanto mais velho, melhor. A maturidade deixou-o mais bonito, mais charmoso, mais tudo! Se Julia Roberts terminou com muitos casamentos, creio que Richard Gere também conseguiu essa façanha. O jeito tímido, a elegância, o ar de bom moço fizeram com que ele sempre fosse o mocinho nos filmes. O típico genro que toda sogra gostaria de ter. No meu caso, queria era para marido mesmo.




GERARD BLUTER

Quem o viu pela primeira vez no filme 300 de Esparta, não o achou tão bonito, apesar da aparência máscula e da barriga de tanquinho. Mas quem o assistiu na pele do personagem Erik no filme O Fantasma da Ópera, babou por um ano inteiro. Com ele aprendi a ter fixação por fantasmas. Já nem quero mais ser normal. Queria o Gerard Butler mesmo que ele tivesse o rosto todo deformado como o Erik. Iria para o esconderijo dele mesmo que jamais visse a luz do dia. Viveria uma vida obscura ao lado dele desde que ele tocasse piano e cantasse para mim, com aquela linda voz rouca, “The Music of the Night”.




JAVIER BARDEM
Digam o que quiserem dele: que parece um sapo, que é feio, asqueroso, tem cara de bandido, que a boca parece uma gamela, mas ele é lindo de viver para mim! 
Javier é másculo, viril, cabeludo – deve ser da cabeça aos pés. Não resisti ao vê-lo chorando no filme Biutiful. A mistura de masculinidade com sensibilidade foi muito sexy.  Fez elevar meu nível de ocitocina no nível máximo.
Só não entendo o que o Javier viu na Penélope Cruz a ponto de se casar com ela. Ela está cheia de celulite, é horrorosa, uma baranga, parece uma uva-passa de tanta ruga, não tem bunda, é barriguda, tem as pernas tortas e blá, blá, blá...
Odeio a Penélope Cruz!


sábado, 2 de julho de 2011

Hino Nacional Atualizado - Manoel Assis (*)



Ouviram do Tietê às margens poluídas
De um povo pobre o grito agonizante,
E as leis da impunidade em parágrafos trágicos,
São aprovadas em Brasília neste instante.


Se o Senhor nos der igualdade
Conseguiremos construir um país forte,
E em teu nome, ó solidariedade,
Que a fome não nos leve à própria morte!

Ó pátria amarga,
Atrofiada,
Salve-se! Salve-se!



Brasil, um roubo imenso, um caso típico,
Justiça e seriedade o povo pede,
Se em teu famoso congresso, errôneo e fingido,
A imagem da democracia apodrece.





Gigante pela própria esperteza,
Corrupção e farsa é o teu colosso,
E o teu futuro espelha a incerteza.





Terra marcada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria amarga!

Os miseráveis deste solo já são mais de mil,
Pátria amarga,
Brasil!



Dormindo profundamente entre escândalos,
Ao grito da fome e à luz do caos profundo,
Vergonha, ó Brasil porão da América,
Iluminado ao desejo de um novo rumo!




Do que a terra mais sofrida
Teus tristonhos, raros campos não têm flores;
Nossos desertos não têm vida,
Nossa vida no teu seio só clamores!




Ó pátria amarga,
Atrofiada,
Salve-se! Salve-se!



Brasil, a comida do lixo fez-se um símbolo
O pão que sustenta o favelado,
E diga nunca mais pra esta fórmula
- E que o futuro não repita o passado.



Mas se a voz da injustiça for mais forte,
Veremos jorrar sangue nessa luta,
Teu povo está entregue à própria sorte.







Terra marcada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria amarga!

Os miseráveis deste solo já são mais de mil,
Pátria amarga,
Brasil!

*Manoel Assis, santa-mariense, conhecido como o poeta da juventude do Brasil, nasceu na Lagoa dos Peixes, zona rural. Em 1988 deixou Santa Maria para morar em Manaus/AM.
Imagens do Google.